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Psicoterapia Hoje

terapia-individual-3A psicologia clínica é uma das áreas mais conhecidas pela população geral, e o modelo de terapeuta é muitas vezes associado a uma pessoa que muito escuta, limita-se a pontuações eventuais ou fala/pergunta quase que exclusivamente da infância.

Esse modelo estereotipado não representa a relação terapêutica em si. Naturalmente alguns conceitos implícitos do estereótipo existem, mas o psicólogo é a figura de intermediação que propicia ao sujeito a descoberta de si mesmo. Antes de tudo, a relação terapêutica é uma relação real. São duas pessoas debruçadas sobre questões importantes na vida do cliente/paciente.

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O psicólogo tende a esforçar-se para compreender o que o cliente/paciente diz e o que ele não diz, em toda sua singularidade, com o objetivo de minimizar seu sofrimento, auxiliando-o, interpretando-o, ouvindo-o, orientando-o através da descoberta guiada, caminhos capazes de proporcionar-lhe alívio emocional, autoconhecimento, ajustamento criativo.

Durante o processo, temos a oportunidade de experimentar uma relação diferente. Podemos descobrir mais sobre nós mesmos, sobre nossas expectativas, nossos desejos e receios mais íntimos, e o quanto eles podem influenciar nossos comportamentos, pensamentos e relacionamentos cotidianos. Isso significa também que podemos escolher e definir como reestruturar pontos de conflito em nossas vidas.

É importante esclarecer que toda a amplitude do atendimento clínico não está restrita ao alívio dos sofrimentos por disfuncionalidade psíquicas, transtornos ou diagnósticos psiquiátricos. A Clínica tem a função de auxiliar a compreender e solucionar conflitos, gerando o bem estar, saúde mental, melhorar comportamentos e relacionamentos. Isso inclui as patologias psíquicas, mas não se inclina exclusivamente sobre elas.

A psicologia, assim como qualquer outra ciência que de disponha a estudar a humanidade, se desenvolve em contexto sócio-histórico-cultural. Em nossa sociedade atual, a chamada Modernidade Fluida, acaba por estar exposto a solidão, ou a sensação desta. A ansiedade – o medo do fracasso em uma sociedade onde o Ser funde-se com o Ter – se faz cada vem mais presente, reflexo das relações estabelecidas em nossas vidas cotidianas.

psicossomáticaMuitas vezes ao relatamos queixas de desconforto físico, sintomas para lidarmos com os problemas de nossas vidas (trabalho, profissão, família, filhos, vida de casal, preocupações com dinheiro, posição social o olhar do outro, entre muitas outras questões). Segundo Galende, 2008, há pessoas que buscam ajuda médica para doenças improváveis, que existem só na preocupação de disfunção: É o medo de envelhecer nesta sociedade que vê o envelhecimento como uma doença, e assim precisa ser combatida.

Vivemos em uma época caracterizada pelo uso medicamentoso para curar situações da vida cotidiana. Absolutamente tudo tornou-se enfadonho, ou pesado, dificultoso até o que não seria considerado doenças: como a adolescência, disfunções sexuais, envelhecimento – todos em um mesmo pacote. “Medicalizar” a vida para alívio rápido, sem nenhuma preocupação com a necessidade ou indicação de medicação para isso.

Não se trata de terapêutica, de medicação indicada, apenas busca-se mascarar o sintoma. Ao invés de buscar recursos para aumentar a capacidade cognitiva e emocional para enfrentar as adversidades, opta-se pelo atalho, que parece ser tão mais fácil e eficiente.

Estas características da nossa sociedade volátil, apressada e de milhares de relações superficiais, são ideológicas e “medicalizam” a vida cotidiana, não pela busca da cura ou controle de sistemas fisiológicos ou bioquímicos de fato, mas exclusivamente pela busca do alívio imediato. Usa-se medicações para ansiedade ou insônia, por exemplo, sem qualquer tipo de orientação ou acompanhamento médico. Afinal, não há tempo para isso, basta comprar os comprimidos na farmácia no caminho para casa.

Esse alívio imediato não invalida a necessidade de compreender-se, de aprender a lidar consigo próprio. É neste espaço que se desenvolve a psicologia clínica, e muitas vezes em conjunto com o uso adequado de psicotrópicos, acompanhados por um psiquiatra e com o objetivo terapêutico.

Gerar a ilusão de que os problemas não existem tende a maximizar o desconforto posteriormente, e muitas vezes é o que ocorre quando passamos por longos períodos em busca de alívio imediato. Em um dado momento, o sofrimento torna-se insuportável, se esses sintomas e expressões forem mascarados, podem fazer-se presentes novamente pela psicossomática, e invariavelmente não desaparecem até que sejam integrados, compreendidos, elaborados.

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Nem sempre é necessário buscar um profissional para isso, somos capazes de lidar com muitos conflitos em geral, outros exigem um pouco mais de técnica. O importante é saber que buscar a psicoterapia é como buscar qualquer outro profissional, indica apenas que somos capazes de identificar questões que podem ser melhor desenvolvidas com outra pessoa, e optamos pelo melhor desempenho disponível. Na dúvida, procure um profissional de sua confiança.

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